O código Kast: como a neuropolítica redesenha o Chile e o futuro da anglo-latina (análise integral)

(Análise estratégica, pela equipe anglo-latina Mauvecin,Molina,Maurizio, Rotmistrosvky, Maqueda, Rodriguez Otero, direção: Maurizio, Trad: E.E.Cabrera) 58% de Kast não é um giro político casual. É o primeiro algoritmo neuroeleitoral bem-sucedido da LATAM. (Consequência da vitória de Milei na Argentina). Descubra o padrão oculto que será replicado por 5 países em 24 meses. Análise estratégica de alto nível.

Tempo de leitura: 4 minutos

Você não viu isso chegar (mas seu cérebro viu) e a AI viu muito antes.

Todos falam do giro à direita.

Erro.

Não é um giro.

  1. O grande desafio contemporâneo reside no fato de que, enquanto antes um líder autoritário como Maduro ou um ator político hábil como Petro podiam enunciar certos princípios e depois agir no sentido oposto, hoje a inteligência estratégica, apoiada pela inteligência artificial e por outras tecnologias, exige que os candidatos não apenas proferam discursos inteligentes, mas, fundamentalmente, ações inteligentes. Isso implica enfrentar — e, em muitos casos, desmontar — sistemas políticos baseados no militante, onde práticas como o compadrio, a burocracia, a corrupção, o estatismo, o “empresariado”, os meios pagos, a superdimensionamento do serviço público e as ajudas sociais clientelistas sustentam um círculo vicioso de pobreza e ineficiência estatal.

  2. A vitória de Kast não foi apenas contra Jara; foi contra o limiar do tédio cerebral e, mais ainda, contra a falta de autocrítica de uma esquerda que repete padrões de Lula aos Kirchner, dos democratas norte-americanos a Petro. A rigidez ideológica, a lealdade a dogmas, a ritualização da militância — com suas marchas, cânticos e narrativas previsíveis — impediram as forças de centro-esquerda e, até mesmo, partidos que se autodenominam de direita, mas operam como estatistas — como o peronismo ou o radicalismo na Argentina — de evoluir. Frente a isso, a direita conseguiu se apresentar com uma coerência e uma veracidade drasticamente superiores à negação ideológica e ao fanatismo dos partidos vermelhos.

  3. Talvez o maior desafio da esquerda seja reconhecer que a concentração do poder estatal gera mais desigualdade, corrupção e pobreza do que a competição e a dinâmica do livre mercado. Sua evolução, portanto, passa por abrir mão do controle de poucos sobre todos e abandonar a cegueira militante.

  4. Mesmo a China — um híbrido entre estatismo e capitalismo de mercado — percebeu que, sem o dinamismo econômico próprio do capitalismo, não alcançaria sua atual força. É um país que, se não tivesse sido comunista por décadas, provavelmente seria a primeira economia mundial há meio século. Hoje, com um capitalismo de Estado, compete de igual para igual com as economias livres.

  5. Estamos diante de uma reprogramação política. O Chile acabou de executar um código-fonte que reescreve a política latino-americana. Os 58% de Kast sobre Jara são apenas a tela; o que aconteceu de fato foi na neuroquímica coletiva, no esgotamento de um relato.

  6. A grande verdade é que a política deve deixar de se iludir acreditando ser a solução para tudo, ou que o Estado deva possuir, controlar e decidir tudo. De fato, o papel fundamental do Estado deveria ser evitar que ninguém —nem mesmo ele mesmo— acumule poder discricionário sobre os indivíduos e o mercado.

 

 

Isso implica que a esquerda deve deixar de negar seus horrores históricos e estruturais, algo que, por paixão, viés ou corrupção, tem impedido de fazer.

Ao mesmo tempo, a direita enfrenta seu próprio desafio: não cair nos mesmos padrões de militância cega, e não se contentar em ser apenas “algo mais eficiente” ou “algo melhor” que a esquerda. Deve aspirar à excelência contínua, no curto, médio e longo prazo, corrigindo seus erros históricos, denunciando os fracassos negados da esquerda e demonstrando, com transparência, as práticas hipócritas e fanáticas de seus adversários, até mesmo aos próprios seguidores da esquerda.

Em resumo, para que o mundo político evolua, devem ocorrer três processos simultâneos:

 

  • A direita deve ser excelente em todos os sentidos, até o ponto de não apenas consolidar suas bases, mas também mostrar aos seguidores da esquerda que esse último modelo tem sido, há mais de 200 anos, estruturalmente insano.

 

  • A esquerda deve realizar uma autocrítica profunda e abandonar grande parte de seus dogmas. O tempo da negação acabou.

 

  • Deve emergir um modelo de Estado pragmático e eficiente, como o de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde a intervenção estatal não busca controlar, mas criar as condições para que a excelência, a competitividade e a integridade se espalhem. Lá, o Estado é tão impecável que sua meta é que ninguém —nem ele mesmo— tenha poder absoluto sobre os indivíduos e o mercado. Esta é a paradoxal virtuosidade do bom governo.

 

Existe, portanto, uma linha em que a direita — com bases filosóficas, científicas e sistêmicas mais sólidas — tem maior potencial, mas requer visões sociais que deem sentido humano e equidade. A esquerda, por sua vez, deve superar seu negacionismo, seu fanatismo e sua resistência a mudanças integrais. Se não o fizer, continuará sendo um peso na construção dessa mescla ideal que hoje encarnam exemplos como Noruega, Dinamarca ou Dubai, e que mesmo a Suecia não atinge plenamente devido ao seu viés de socialismo intelectualizado.



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