Adrenalina e Estresse: Um Coquetel Perigoso (Que Tipo de Personalidade e Organização Alimentam Esta Epidemia Comum?)

(Pela Dra. Sonia Abadi, uma cocriação para a prestigiosa comunidade Beyond em colaboração com Infonegocios Miami) Acreditamos que adrenalina seja energia, excitação, motivação. Na realidade, a adrenalina é o hormônio da luta e, portanto, uma resposta física diante de situações que produzem medo.

(Leitura de alto valor estratégico, 4 minutos, material ideal para compartilhar) (T. E.E.Cabrera)

 

A percepção de um perigo envia adrenalina para a corrente sanguínea, funcionando como um "coquetel" de estimulantes que permite uma reação rápida e prepara para o ataque e a defesa.

No estado de estresse agudo, essa adrenalina produz uma redistribuição dos volumes sanguíneos: diminuição na pele e em outros órgãos, e aumento no coração, cérebro e músculos, visando preparar-se para a luta. A adrenalina funciona como uma "droga" interna de emergência, que não deve ser ativada permanentemente, pois leva ao estresse crônico.

Entre outras consequências, seu "uso" por longos períodos produz a chamada síndrome metabólica, com hipertensão arterial, aumento do colesterol, acúmulo de gordura abdominal, diminuição da potência sexual, deterioração cerebral e déficit imunológico.

 

Os Três Perfis Psicológicos de Resposta ao Estresse

Tipo A

Define pessoas competitivas, agressivas e controladoras.
Maior risco de infartos e acidentes cerebrovasculares.

Tipo B

Indivíduos relaxados, tranquilos, confiantes, atentos tanto ao bem-estar pessoal quanto às relações interpessoais e à expressão de suas emoções, incluindo as hostis.
Menor risco de adoecer física e mentalmente.

Tipo C

Pessoas passivas, introvertidas, com condutas de submissão e bloqueio na expressão das emoções. Desconectam-se e vestem uma "escafandra virtual", isolando-se defensivamente em uma espécie de autismo que as torna impermeáveis aos outros e à realidade.
Propensas a alergias, doenças respiratórias e câncer.

 

 

A Neurociência do Estresse

Nos últimos anos, pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que o estresse ativa a produção da enzima PKC, que gera déficit no pensamento, na capacidade de planejamento, no julgamento e na memória.

Esta enzima também gera impulsividade, desconexão da realidade e alternância entre estados de euforia e depressão. Estes novos estudos demonstram que, em situações de estresse, perde-se a perspectiva, tomam-se decisões por medo ou desespero, evitam-se ou negam-se dados perturbadores.

Além disso, ao desacelerar, a falta de adrenalina gera sentimentos de exaustão, vazio e depressão.

 

A Espiral Perigosa: Dependência Química Organizacional

Para manter alto desempenho, começam-se a usar outros tipos de estimulantes: comer e beber em excesso, consumir tabaco, psicofármacos e, em alguns casos, drogas, esportes de risco ou jogos de azar.

Qualquer estímulo que ative ou substitua a produção de adrenalina. Adrenalina ou estimulantes externos: o resultado é que o indivíduo terminará excessivamente tenso ou acelerado, "endurecido".

O problema é que, se recorrer a tranquilizantes, estes diminuirão sua agilidade mental e sua capacidade de reação diante de novos estímulos.

 

Organizações Viciadas em Emergência

Imaginemos que me ligam para dizer que houve um roubo em meu escritório, e depois se comprova que nada grave aconteceu. No caso de um alarme falso, a adrenalina que já entrou em circulação levará várias horas para ser metabolizada e eliminada.

Uma organização pode viciar-se em adrenalina, e só ser capaz de reagir diante da emergência. Quando falta, sentem-se deprimidos e desanimados, sem ilusão nem expectativas.

A tragédia que se desencadeia finalmente é que os membros de uma equipe começam a gerar emergências artificiais, para sentir a euforia que a adrenalina lhes produz. Já não sabem trabalhar em paz. Geram crises e conflitos, e vivem em estado de tensão permanente.

Nesse clima, a criatividade é aniquilada, a rede humana fragmenta-se. E devido ao esgotamento físico e mental, as pessoas terminam o dia destruídas. A qualidade de seu trabalho ressente-se, mas também sua vida familiar e social, e sua saúde física e mental.

Com o tempo, aparece o que no uso de drogas se chama fenômeno de tolerância: para obter o mesmo efeito, necessita-se cada vez de uma dose maior.

 

A Metáfora Bélica

Quando funcionamos linearmente, somos como um país em guerra, cuja prioridade é defender suas fronteiras. Todos os recursos estarão alocados à defesa. A saúde, a educação, a cultura e o crescimento em geral serão empobrecidos.

É certo que, em determinados momentos, fazem-se necessárias as habilidades da guerra: a defesa e o ataque são recursos indispensáveis quando se trata de sobreviver.

No entanto, para o crescimento sustentável e a expansão, fazem-se necessários recursos de tempos de paz.

 

O Poder das Endorfinas

O exercício da criatividade em um clima de trabalho baseado na confiança gera bem-estar; a resposta dos outros incrementa a própria energia e termina-se o dia menos cansado e, até, com entusiasmo extra para desenvolver outras atividades.

Isto é o que costuma acontecer também com o esporte não competitivo, os jogos e os hobbies, o sexo, a dança, a música — todas as atividades que geram a produção de hormônios da série das endorfinas, os hormônios do prazer.

Do mesmo modo, a resposta empática dos outros, as demonstrações de afeto, aceitação e reconhecimento também são geradoras de endorfinas.

 

A Equação da Resiliência

É interessante observar que, diante de uma situação nova e potencialmente inquietante, quem tem maior experiência e confiança em suas aptidões precisará recorrer menos à adrenalina. E quem se sente apoiado por sua equipe também.

É certo que, diante de uma aventura excitante, ativar-se-ão tanto as endorfinas quanto a adrenalina. Sem dúvida, ao enfrentar um novo desafio, como uma conquista amorosa, um novo trabalho, uma viagem a lugares desconhecidos, entram em jogo tanto o medo quanto o prazer.

 

O Círculo Vicioso Organizacional

No caso contrário aparece o círculo vicioso: se estou na defensiva, não recebo ou não registro o suporte da rede humana. Em uma luta solitária e heroica, só me resta usar mais adrenalina para seguir de pé.

O estado de estresse crônico, que padecem muitos dos líderes e altos executivos das organizações, representa um déficit crônico na qualidade de seu pensamento e um estreitamento gradual de sua visão.

Isto os leva a funcionar de modo linear e destrói as condições para pensar e criar. E, além disso, à maneira de um círculo vicioso, o funcionamento linear acarreta maior estresse.

 

O Preço Empresarial do Estresse

Nos períodos de estresse, o corpo está no limite da exaustão e a mente no limite de seu funcionamento. As emoções também estão no limite. Por isso, alguns perguntam-se por que surgem reações de irritabilidade e violência diante de situações aparentemente insignificantes.

E isto não só no escritório, mas também na vida familiar e social.

A urgência, o excesso de informação, as interrupções permanentes, a falta de exercício da criatividade são algumas das causas de estresse nas equipes e organizações. O estresse chega a altos graus de toxicidade e trabalha-se em um clima negativo e tenso.

Claro que as organizações lineais não necessitam a criatividade de sua gente, só sua obediência. A equipe fica uniformizada, e desse modo "vai à frente", apta só para a guerra.

O resultado mais grave é que os mais talentosos adoecem ou vão embora, e ficam os mais rígidos, os que têm mais "resistência" e menos imaginação.

 

A Alternativa: Organizações que Nutrem

Ao contrário, quando se aprende a gerir a diversidade e se tolera certa desordem típica da complexidade, a organização não só cresce e se expande, mas mantém-se viva e jovem. Os talentos ficam, porque são valorizados e protegidos.

Mudar de modelo é começar a reconhecer como valores o tempo livre, os horários flexíveis, a possibilidade de desenvolver atividades mais lúdicas, de estabelecer contatos humanos mais ricos e profundos, de dedicar tempo à imaginação.

O ataque à qualidade de vida implica um orçamento elevado em saúde para as organizações, e a perda da saúde mental tem um custo elevado em erros de critério e más decisões tomadas em estados alterados e com visão linear.

Preservar a saúde mental das pessoas parece ser essencial para evitar erros e acidentes, e promover o funcionamento criativo.

 

Conclusão: O Equilíbrio Vital

Além disso, quando nos viciamos aos estímulos, o trabalho avança sobre nossa vida privada, prejudicando nossos vínculos e nosso potencial criativo.

Pelo contrário, quando estamos em um clima colaborativo, são nossa criatividade e personalidade que se difundem para todas as nossas áreas vitais e também para o trabalho.

 

A pergunta que toda organização deve fazer-se: estamos construindo soldados para a guerra ou criadores para o futuro?

Leia com Sabedoria, Seja mais Esperto!

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