O Terremoto Violeta na Argentina: como Milei redesenhou o mapa político — e por que Miami (e os EUA) observam tão de perto

(Por Taylor & Molina com Maurizio y E.E. Cabrera) Miami é muito mais “importante e decisiva” para a Argentina do que muitos percebem. Domingo, 26 de outubro de 2025, ficará gravado na história política argentina como o dia em que o violeta não apenas avançou — tornou-se hegemônico. Com precisão cirúrgica, La Libertad Avanza (LLA) operou como uma máquina eleitoral e entregou um resultado incontestável: 15 províncias conquistadas.

Leitura estratégica de alto valor: 4 minutos

 

Deconstrução geopolítica em tempo real

 

  • Trump apostou em Milei. Milei sempre apostou em Trump. Em Miami, ocorreram reuniões-chave e estratégicas, e inteligência foi compartilhada com um ano de antecedência sobre atores, alianças e traições ao redor do presidente Milei. Mesmo antes de sua eleição, houve apoio crucial da comunidade latina, de líderes empresariais globais, de Trump, do governo e da comunidade judaica, além de figuras internacionais como Meloni.

  • A Flórida — Miami — é a capital “simbólica”, cultural e agora geopolítica da Anglolatina. Trump passa mais tempo em Miami do que na Casa Branca. E nunca a América Latina foi tão importante — e tão central — para um presidente e uma administração dos EUA.

  • Miami está no pulso — não apenas os argentinos, mas também venezuelanos, colombianos, brasileiros e a grande comunidade judaica acompanham, minuto a minuto, a reversão de 80 a 100 anos de estagnação econômica, internacional, cultural e democrática de um país que sempre foi líder e peça estratégica no continente.

  • Hoje, em Miami, grupos de WhatsApp e feeds sociais estão no centro da cena. A transformação cultural, econômica e social de um país tão admirado pelos americanos — e especialmente pelos miamenses — também surfa o “efeito Messi”, um cartão de visita poderoso.

  • É por isso que empreendedores de tecnologia dos EUA, produtores do agro, players de energia, turismo, mídia, real estate e o setor agro-metal apoiaram — e continuam monitorando em tempo real — a virada argentina.

 

E, naturalmente, esse impulso alimenta mudanças positivas adicionais na região — na Venezuela, na Colômbia e, sim, também no Brasil.

Análise estratégica exclusiva do Infonegocios Miami

 

Os números não mentem: 40,72% contra 31,67%. Quase 2 milhões de votos de diferença. Não é uma vitória eleitoral qualquer; é um realinhamento tectônico das preferências políticas argentinas.

Incluindo os quatro distritos que, juntos, concentram 60% do eleitorado (Buenos Aires, CABA, Córdoba e Santa Fe).

O novo tabuleiro geopolítico

  • A Argentina concluiu sua transição para um novo paradigma político. Para Miami — e especialmente para a comunidade empresarial argentina na Flórida — isso representa oportunidades e desafios existenciais.

  • Os próximos 90 dias serão críticos. Empresas que compreenderem a profundidade dessa virada e agirem com rapidez capturarão valor relevante. Quem subestimar a velocidade do que vem pela frente ficará à margem do novo ecossistema econômico.

  • A hora de agir é agora. A janela se mede em semanas, não em meses.

Neuroanálise do eleitorado: a migração em massa de votos

 

  • A Província de Buenos Aires — termômetro político nacional — registrou uma migração eleitoral sem precedentes. A Fuerza Patria perdeu 261.592 votos em apenas seis semanas, enquanto a LLA ganhou 881.417. Esse deslocamento massivo reflete mais do que uma mudança de preferência: é uma reprogramação cognitiva coletiva.

  • A neurociência política ensina que eleitores não votam apenas por ideologia — votam por identidade emocional. O violeta deixou de ser apenas uma cor partidária; tornou-se um marcador identitário.

Miami e a diáspora argentina: impactos econômicos diretos

Para a comunidade argentina na Flórida — em especial em Miami —, os resultados têm consequências imediatas e tangíveis:

 

  • Fluxos de investimento: a consolidação de Milei acelerará a repatriação de capital argentino a partir de Miami, abrindo oportunidades em real estate e serviços financeiros.

  • Reposicionamento corporativo: empresas argentinas em Miami precisarão recalibrar suas estratégias para a Argentina, antecipando políticas mais agressivas de liberalização de mercado.

  • Diplomacia econômica: o Consulado da Argentina em Miami tende a se tornar polo de acordos bilaterais, com ênfase em tecnologia, energia e serviços profissionais.



Os argentinos na Flórida — estimados em mais de 125 mil — estão entre as diásporas de maior atividade econômica. Sua influência no comércio entre a Argentina e o Sudeste dos EUA é desproporcionalmente significativa.

Dados-chave VITÓRIAS DE LA LIBERTAD AVANZA (15)

 

  • Buenos Aires – 41,45% (3.605.127 votos)

  • CABA – 47,35% (770.804 votos, deputados); 50,32% (840.747 votos, senadores)

  • Córdoba – 42,35% (822.240 votos)

  • Santa Fe – 40,67% (681.504 votos)

  • Mendoza – 53,64% (531.734 votos, em aliança com a UCR)



O paradoxo cordobês: Schiaretti vs. a onda violeta

Em Córdoba, onde o partido provincial sob Martín Llaryora e o ex-governador Juan Schiaretti apostou no centro com Provincias Unidas, o desfecho foi contundente: 42,35% para a LLA contra 28,32% para a aliança governista.

O resultado desmonta a tese do “centro como alternativa” e confirma que a polarização segue como motor principal da política argentina. A terceira via não ganhou tração porque o eleitorado atual opera em espectro binário: establishment versus anti‑establishment.

PROVÍNCIAS VENCIDAS POR FUERZA PATRIA/PERONISMO (7)

 

  • Formosa – Frente de la Victoria

  • Catamarca – Fuerza Patria

  • Tucumán – Tucumán Primero (47,28% em setembro)

  • San Juan – Fuerza San Juan

  • La Pampa – Defendemos La Pampa

  • Santa Cruz – Fuerza Santacruceña

  • La Rioja – Federales Defendamos La Rioja (margem: 0,30%)

 

OUTRAS FORÇAS REGIONAIS

 

  • Santiago del Estero – Frente Cívico por Santiago (Gerardo Zamora)

  • Corrientes – Vamos Corrientes (Gustavo Valdés, Radical)



NÚMEROS CRÍTICOS

TOTAIS NACIONAIS

 

  • La Libertad Avanza: 40,72% (9.314.147 votos)

  • Fuerza Patria e aliados: 31,67% (7.245.834 votos)

  • Diferença absoluta: 2.068.313 votos



EVOLUÇÃO NA PROVÍNCIA DE BUENOS AIRES (37% do eleitorado)

 

  • Setembro de 2025: FP 47,28% (3.820.119 votos)

  • Outubro de 2025: FP 40,91% (3.558.527 votos) — queda de 261.592 votos

  • LLA: 41,45% (3.605.127 votos) — alta de 881.417 votos desde setembro



COMPARATIVO 2023 VERSUS 2025

 

2023 — LLA venceu em 7 províncias:

  • Chubut, Córdoba, Jujuy, Mendoza, Salta, San Luis, Santa Fe

 

  • 2025 — LLA repete nessas 7 e adiciona outras 8



MIGRAÇÃO ELEITORAL ESTRATÉGICA

 

PERDAS DA FUERZA PATRIA

Buenos Aires: −261.592 votos vs. setembro

  • Representa: queda de 3,7 pontos

 

GANHOS DE LA LIBERTAD AVANZA

Buenos Aires: +881.417 votos vs. setembro

Córdoba: +70.812 votos vs. 2023

  • Santa Fe: +31.695 votos vs. 2023 (de 32,34% para 40,67%)



CONTEXTO ESSENCIAL: DISTRIBUIÇÃO DO ELEITORADO

 

  • Buenos Aires: 37%

  • Córdoba: 9%

  • Santa Fe: 8%

  • CABA: 7%

  • Top 4 distritos somados: 61%



COMPARAÇÃO HISTÓRICA, 2023

 

Unión por la Patria (2023): 14 províncias

  • Buenos Aires, Catamarca, Chaco, Corrientes, Entre Ríos, Formosa, La Pampa, La Rioja, Misiones, Río Negro, San Juan, Tierra del Fuego, Tucumán, Santiago del Estero

 

  • Voto nacional em 2023: 37,4% (9.176.543 votos)



VELOCIDADE DA MUDANÇA

 

  • Buenos Aires: swing de 14 pontos em 49 dias

  • Córdoba: +9,35 pontos vs. 2023

  • Santa Fe: +8,33 pontos vs. 2023



TENDÊNCIA NACIONAL

 

  • Gap nacional: 9,05 pontos a favor da LLA

  • Consolidação: 15 de 24 distritos (62,5% do território)

  • Dominância: 60% do eleitorado concentrado em províncias lideradas pela LLA



Perspectiva histórica: lições de realinhamentos políticos

Este realinhamento ecoa:

 

  • Peronismo em 1945: a criação de uma nova identidade política

  • Alfonsinismo em 1983: restauração democrática impulsionada por carisma pessoal

  • Menemismo em 1989: transformação econômica radical



Como documenta Steven Levitsky em “How Democracies Die”, realinhamentos eleitorais de grande escala frequentemente precedem transformações institucionais profundas.

Leituras essenciais para entender o fenômeno

 

  • The People vs. Democracy, de Yascha Mounk (análise dos populismos contemporâneos)

  • Why Nations Fail, de Daron Acemoglu (instituições políticas e desenvolvimento econômico)

  • Neuropolitics, de William Connolly (onde a neurociência encontra o comportamento político)

  • The Age of Revolution, de Hobsbawm (contexto histórico para transformações radicais)



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