Argentina vs. Brasil no contexto econômico atual: equilíbrio e saneamento versus emissão e gasto, um exemplo mais que evidente

(Por Taylor, com Maurizio e Enz) A Argentina valoriza seu peso sob a gestão de Milei, enquanto o Brasil enfrenta uma queda com Lula no comando. Dois enfoques econômicos contrastantes: Milei busca reduzir impostos e fomentar o crescimento, enquanto Lula, após aumentar impostos, tenta tapar um déficit estrutural por meio de maiores cargas fiscais sobre os rendimentos mais altos. Esse panorama reflete um dilema fundamental: equilíbrio fiscal e controle de gastos versus emissão monetária e subsídios.

A recente desvalorização do real e as medidas econômicas anunciadas pelo governo sublinham um cenário incerto para a economia brasileira. À medida que o país enfrenta desafios fiscais e sociais, é imperativo que tanto o governo quanto a sociedade tomem decisões informadas e responsáveis. A situação atual não apenas exige atenção imediata, mas também um compromisso de longo prazo para estabilizar a economia e proteger os mais vulneráveis.

 

Em uma reviravolta inesperada no panorama econômico latino-americano, o Brasil enfrenta uma crise de confiança que levou a um êxodo significativo de investidores, que agora veem a Argentina como um destino atraente. Ao longo de 2024, o principal índice de ações brasileiras caiu 26%, enquanto o real se desvalorizou 20%, exacerbando a desconfiança no mercado brasileiro.

  • Por outro lado, a Argentina experimentou uma recuperação notável, com o índice Merval aumentando 105% em dólares. Esse fenômeno se deve, em parte, à crescente desconfiança em relação ao Brasil e ao México, onde também foram observadas saídas de capitais. A administração de Javier Milei capitalizou essa tendência, atraindo investimentos para o país, apesar de a Argentina ainda não ter uma classificação de "mercado emergente".

 

IG: @infonegociosmiami

 

O peso argentino liderou o ranking global de valorização monetária nos primeiros dez meses do ano, com um aumento de 40,1%. Em contraste, o real brasileiro, moeda do Brasil, principal parceiro comercial da Argentina no Mercosul, registrou uma desvalorização próxima a 13%.

  • A análise, apresentada pela GMA Capital, foi baseada em dados do Bank for International Settlements (BIS) e destacou que o peso argentino superou amplamente o desempenho da lira turca, que se valorizou 16,5% no mesmo período. O terceiro lugar no ranking foi ocupado pela Malásia, seguido por África do Sul e Tailândia. No outro extremo, entre as moedas mais depreciadas, após o Brasil estão México e Hungria, junto com as divisas da Coreia do Sul, Suécia, Colômbia, Chile, Filipinas, Japão e República Tcheca.

 

 

À medida que a economia argentina apresenta sinais de recuperação, com um crescimento de 3,4% no terceiro trimestre, persistem desafios no consumo e na inflação. As vendas em supermercados e a produção de veículos tiveram um desempenho misto, embora se preveja um aumento na venda de automóveis para 2025. Enquanto o Brasil enfrenta um déficit fiscal alarmante e mudanças na liderança do Banco Central, a Argentina pode se beneficiar de uma melhora em seu risco país, que se espera que caia para menos de 500 pontos básicos no primeiro semestre de 2025. Contudo, esse otimismo deve ser temperado pela realidade de uma economia onde os efeitos da recuperação ainda não se refletem plenamente no bem-estar da população.

 

Em resumo, a balança se inclina para a Argentina como um refúgio para investidores, enquanto o Brasil enfrenta desafios que podem prolongar sua crise de confiança. A situação de ambos os países ressalta a volatilidade da região e as oportunidades que emergem em meio à incerteza.

 

Perguntas Frequentes (FAQs)

 

O que causou a desvalorização do real?

A desvalorização foi impulsionada pela falta de um plano fiscal claro e pela crescente desconfiança na política econômica do governo, gastos excessivos do estado e um déficit de 6% do PIB.



Como isso afetará a inflação no Brasil?

Espera-se que a desvalorização gere um aumento na inflação, complicando ainda mais a situação econômica para os cidadãos.



Que medidas o governo está tomando para enfrentar essa crise?

O governo propôs a isenção de impostos para certos rendimentos, mas especialistas consideram que essas medidas são insuficientes.



O que os cidadãos podem fazer para se proteger?

É recomendável diversificar investimentos e se manter informado sobre as políticas econômicas que podem afetar sua situação financeira.




  • Infonegocios RED: 4.5 millones de anglolatinos unidos por la pasión de los negocios.

 

  • Contacto con Infonegocios MIAMI: 

[email protected] or [email protected]

Tu opinión enriquece este artículo:

¿Te perdiste de leer esto? Las 10 notas más leídas que todo ejecutivo, inversionista y trendsetter se devoró en 2025

(Por J. Romanazzi y M. Maurizio) En 2025, en el corazón del ecosistema de negocios más dinámico de las Américas, estas diez notas de InfoNegocios Miami no solo generaron miles de lecturas; se convirtieron en artefactos culturales, en puntos de referencia en las conversaciones de alto nivel, desde los boardrooms de Brickell hasta las terrazas de Wynwood, desde Madrid, hasta Buenos Aires.  Estas notas cambiaron la visión porque tienen algo más que solo “la noticia”.

(Artículo de alto contenido estratégico: Lectura 3 minutos)

Cape San Blas: el “lujo sin cartel” del Panhandle que está redibujando el mapa turístico de Florida (y que Miami aún no explota)

(Por Vera - Maqueda) Mientras el algoritmo global insiste en los mismos nombres —Miami Beach, Key West, Orlando, incluso el corredor 30A—, en el noroeste de Florida sucede algo más sofisticado: Cape San Blas (Gulf County, cerca de Port St. Joe) se consolida como uno de los destinos más codiciados por quienes buscan belleza radical, privacidad real y naturaleza con estándares casi científicos. 

(Tiempo de lectura: 4 minutos para enamorarse)

Haulover Beach y el "nuevo lujo desnudo": cómo el nudismo en Florida se convirtió en la industria millonaria que todos quiere ver

(Por Vera, con la colaboración de Maurizio) En un estado donde el exceso es moneda corriente, la última frontera del lujo no es lo que se exhibe, sino lo que se deja de exhibir. Mientras Miami construye rascacielos más altos y yates más largos, una industria paralela —silenciosa, sofisticada y sorprendentemente rentable— crece a ritmo del 12% anual: el turismo nudista premium.

(Artículo de alto contenido estratégico: Lectura 3 minutos)

El Head de Cultura, el rol absolutamente clave hoy en las empresas tops de USA (que aún en Latinoamérica no se ha implementado)

(Por Juan Maqueda, Marcelo Maurizio y Estely Rotmistrovsky, desde Miami) En la actualidad, el Head de Cultura (también conocido como Chief Culture Officer o Director de Cultura o el Co-Ceo) es un puesto cada vez más relevante en las empresas, tanto en línea como fuera de línea. En esta nota te contamos sobre casos concretos de éxito de este rol en USA, Europa y América Latina.

(Tiempo de lectura estratégica y de alto valor: 4 minutos)

Inter Miami y su plan maestro: cómo Giovani Lo Celso se convierte en la pieza clave del triángulo argentino para conquistar anglolatina

(Por Cánepa-Otero-Maquea-Maurizio) La inminente llegada de Giovani Lo Celso no es una simple contratación: es la consolidación de un ecosistema futbolístico argentino en suelo norteamericano, el golpe maestro que convierte a Miami en la extensión oficial de la Scaloneta y la jugada que redefinirá el balance de poder en la MLS para la próxima década.

(Tiempo de lectura: 4 minutos para ilusionarse)

2026, la muerte del "No Lugar": ¿Qué es y por qué McDonald 's, KFC y todo el retail deben abandonarlo?

(Por Otero-Maqueda-Maurizio) La gran ruptura: cómo el "No Lugar", como Marc Augé moldeó este concepto que definió es sistema de crecimiento del capitalismo global y por qué su era terminó. Comprender esta transición no es una opción; es la clave “estratégica” de supervivencia en el retail y la gastronomía de 2026.

(Artículo de alto contenido estratégico: Lectura 3 minutos)