Bortoleto faz história na F1: o primeiro brasileiro no top 6 desde 2017 (e o melhor da LATAM em um ano e meio)

(Por Maqueda e Taylor) O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto (Sauber), com apenas 20 anos, sacudiu o universo da Fórmula 1 ao terminar em 6º lugar no Grande Prêmio da Hungria 2025, conquistando o melhor resultado de um piloto brasileiro em oito anos.

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Um marco latino-americano na F1 que reacende paixões e oportunidades

Essa conquista não apenas revive o legado de ícones como Ayrton Senna e Juan Pablo Montoya, mas também abre um novo capítulo para o marketing esportivo, os patrocínios e a projeção de talentos latino-americanos em um esporte global dominado por europeus.

  • Você sabia que Bortoleto foi confirmado na F1 após o GP do Brasil de 2024, quando Colapinto (Argentina) levou mais de 15.000 pessoas ao evento, sendo que apenas 9.000 ingressos foram vendidos? Empresários, mídia e relacionamentos do verde e amarelo ficaram impressionados, e, na mesma ocasião, negociações entre Liberty Media, Sauber e um grupo de empresários resultaram, em menos de uma semana, na confirmação de patrocinadores para levar uma nova promessa à categoria máxima do automobilismo — um movimento estratégico que representa um enorme negócio para marcas brasileiras, para o país, seus meios de comunicação e o turismo.

O que esse marco significa para os negócios, marcas e a cultura do automobilismo na LATAM?

Chaves do sucesso de Bortoleto e seu impacto

 

  • Sauber: Uma equipe em ascensão: com 51 pontos em 2025, o time suíço superou a Racing Point e aposta em jovens talentos como Bortoleto.

  • Elogios de peso: Fernando Alonso afirmou que ele é “o melhor piloto de sua geração”, destacando sua consistência e mentalidade vencedora.

  • Impacto nas audiências: O GP da Hungria atingiu pico de 15 milhões de espectadores na LATAM (+22% em relação a 2024), segundo Nielsen.

  • Oportunidade comercial: Bortoleto atrai marcas como Petrobras e Visa, com patrocínios estimados em US$5 milhões anuais (Forbes), apenas com esses dois patrocinadores.

 

 

1. Contexto histórico: a seca latino-americana na F1

A última vez que um sul-americano subiu ao pódio foi em 2008 (Felipe Massa, Brasil). Desde então, o domínio europeu — Hamilton, Verstappen, Leclerc — relegou a região a um papel secundário. Bortoleto, campeão de F2 em 2024, representa uma retomada estratégica, apoiada por programas como a Escola de Pilotos Red Bull LATAM.

  • Apenas sete sul-americanos conquistaram vitórias na F1: Fangio (24), Senna (41), Reutemann (12), além de Pérez e Prost.

  • Em 2025, há três pilotos latinos na categoria: Bortoleto (Brasil), Colapinto (Argentina) e Drugo (México, reserva).

  • Último pódio de um piloto brasileiro: Felipe Massa, em 2013, no GP do Brasil. Último top 6, também em 2017.

 

 

2. A mentalidade vencedora: lições de gestão

Bortoleto combina técnica e tática, como ensina Sun Tzu em "A Arte da Guerra": “Velocidade sem estratégia é ruído”. Em Hungaroring, sua gestão de pneus e ultrapassagens limpas o diferenciaram. Segundo Pat Symonds, ex-chefe técnico de Alonso: “Ele tem a frieza de Senna e a inteligência de Prost”.

Em 2024, a Sauber investiu US$ 2 milhões em seu simulador de realidade virtual, fundamental para sua adaptação a circuitos complexos.

 

 

3. Oportunidades comerciais: o “efeito Bortoleto”

Seu desempenho reacende o interesse de marcas na LATAM:

 

Patrocínios: Empresas brasileiras aumentaram em 30% seus investimentos na F1 em 2025 (Statista).

Turismo esportivo: Miami planeja incluir o GP das Américas em pacotes VIP, segundo a Greater Miami Convention & Visitors Bureau.

Bortoleto não apenas quebrou uma má fase: demonstrou que talento latino, aliado a gestão estratégica e tecnologia, pode competir na elite. Para Miami, epicentro de esportes e negócios, seu sucesso é uma oportunidade de atrair investimentos, eventos e parcerias com equipes e marcas, pois Brasil e Miami têm uma relação direta.

Como disse Enzo Ferrari: “A Fórmula 1 é o esporte que mais aproxima o céu da terra”. Hoje, um brasileiro confirma isso.

 

Perguntas frequentes: entendendo o fenômeno

 

  • Por que um 6º lugar é relevante?
    Na F1 atual, com equipes dominantes como Mercedes e Red Bull, marcar pontos (top 10) já é um sucesso. Conquistar isso com a Sauber (7º no campeonato de construtores) é excepcional.

  • Como Bortoleto se compara a outros latinos?
    Seu estilo lembra Emerson Fittipaldi (dois títulos nos anos 70), mas com acesso à tecnologia de ponta 4.0. Segundo Auto Motor und Sport, ele é o “melhor prospecto desde Verstappen”.

  • O que vem para Bortoleto em 2026?
    Segundo a ESPN, pode ser anunciado pela Alpine ou Aston Martin. Sua cláusula atual é de US$ 15 milhões.

 

História e números de latino-americanos na F1

Desde o lendário Ayrton Senna, passando por Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, o Brasil foi berço de campeões históricos. No entanto, na última década, a presença brasileira e latino-americana nos primeiros lugares diminuiu, em parte por redução de equipes e recursos na região.

  • A F1 mudou radicalmente nos últimos 10 anos: maior foco em tecnologia, gestão de dados, aerodinâmica e estratégia em pista. Investimento em ciência e talento são essenciais para conquistar pontos.

  • Bortoleto, com sua performance na Hungria, mostra que pilotos latino-americanos estão se adaptando a essas mudanças. A aposta na formação em academias europeias e o apoio de equipes como a Sauber, que investem em jovens promessas, são cruciais.

 

O impacto na região

O reconhecimento de ícones como Fernando Alonso, que elogia o talento latino, ajuda a inspirar novas gerações na LATAM. Histórias recentes, como a de Pérez no México, que já conquistou múltiplos pódios, demonstram que o caminho está aberto para o retorno do protagonismo latino na categoria máxima.

Um futuro promissor para latino-americanos na F1
O sexto lugar de Bortoleto na Hungria não é apenas uma estatística; é um símbolo de que a região latino-americana ainda pode competir no topo do automobilismo mundial. Com estratégia, investimento em talento e apoio institucional, os pilotos latino-americanos têm tudo para retomar seu lugar de destaque na categoria reina.





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