Vintage Millennials: inquietos, curiosos e inovadores (a revolução da sabedoria em ação)

(Por Sonia Abadi - Trad: E.E. Cabrera-) “Agora é a minha vez, já passei em todas as provas, não tenho mais nada a provar”, dizem alguns na maturidade, quando sentem que sua carreira atingiu o auge e intuem que é hora de focar em outras paixões.

(Tempo de leitura de alto valor estratégico: 4 minutos)

 

Mas, quase ao mesmo tempo, surge a inquietação: “E tudo o que aprendi? E todos os recursos que tenho?”. E não só no campo profissional, mas na vida e no trato com as pessoas.

 

Nesta etapa, graças ao reconhecimento e ao prestígio conquistados, novas oportunidades costumam surgir de forma natural. Agora é hora de ressignificar tudo o que foi aprendido para usar a favor próprio e contribuir com os outros e com a comunidade. Trata-se de pensar em como capitalizar, difundir e multiplicar saberes, experiências e até conexões valiosas.

Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DB_rpNLtMyw/?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==

Sonia Abadi web: www.soniaabadi.com

 

  • A autoestima está sólida, os resultados também. Muitos desafios foram superados e várias mudanças vivenciadas ao longo da vida. Alguns não só se dedicaram à própria carreira, como também formaram alunos e aprendizes, mantendo viva a satisfação de acompanhar o crescimento de outros.

  • Hoje exploram a possibilidade de cultivar um novo hobby ou aprender algo diferente. Talvez tenha chegado o momento de desfrutar mais da vida. Um contraponto delicado e fascinante: o desejo de se presentear e, ao mesmo tempo, o compromisso de não desperdiçar toda a experiência adquirida.

  • Muitos têm filhos e alguns até netos. Mas esses avós jovens já não são como os de antes: cuidam das crianças, às vezes, e brincam com elas no que de fato lhes diverte. Ajudam os filhos, até onde podem.

  • Para eles, o legado familiar está garantido. Agora buscam outro legado: o dos saberes e das habilidades profissionais. Têm a convicção de que vale a pena capitalizar o que foi adquirido para compartilhá-lo com a comunidade. É nessa hora que tantos decidem se reinventar.

  • Conheço quem escreve livros ou publica artigos em jornais e revistas. Outros dirigem essas mesmas revistas, produzem seus próprios programas de rádio ou criam um novo projeto em um campo nunca antes explorado. Há quem lidere ou atue ativamente em uma ONG, ou se redesenhe como consultor em sua especialidade.

 

Um novo esforço ou uma grande oportunidade? Talvez uma forma de conciliar aquele prodigioso conflito que acompanha a maturidade: desfrutar mais da vida e deixar um legado ao mundo.

A esse perfil, claramente identificável, gosto de chamar de Vintage Millennials: Vintage pela idade e Millennials pela vocação. São uma geração criativa, inovadora e entusiasta. Inquietos que buscam continuar crescendo e aprendendo.

*Conteúdo colaborativo da prestigiosa comunidade Beyond e Infonegocios.Miami, desenvolvido pela reconhecida Sonia Abadi.

  • Há quem, como o economista Sebastián Campanario, fale da Revolução Sênior. Outros, como o médico Diego Bernardini, descrevem a Nova Longevidade. Já a jornalista madrilenha Raquel Roca denomina essa geração de Silver Surfers: profissionais seniores de talento prateado, geradores e receptores de uma nova economia, a Silver Economy. São reconhecidos como surfers porque querem continuar no topo da onda e não aceitam um presente nem um futuro invisível ou inativo.

  • Os seres humanos estamos chegando saudáveis aos cem anos; biologicamente somos dez anos mais jovens. Entramos em uma nova era de longevidade que afeta tudo e, em particular, o trabalho.

  • Na Silver Economy, essa geração é considerada não apenas novos consumidores, mas também novos produtores. Assim como os jovens, são chamados de prosumers, pois não apenas consomem produtos pensados para a idade madura, como seguem produzindo bens e serviços. Com grande atividade também nas redes sociais, opinando, gerando tendências e impulsionando mudanças culturais.

  • Nossa longa vida nos convida a nos desenvolver como trabalhadores ágeis, em aprendizado contínuo, e a explorar novas alternativas para enfrentar uma longevidade profissional com a qual quase ninguém contava.

  • Ainda assim, sobrevivem preconceitos e barreiras invisíveis que sustentam formas de discriminação no trabalho. Às vezes ativadas pelas empresas, mas outras pelos próprios que ainda não se atrevem a se reconhecer e se posicionar como Vintage Millennials.

  • O futuro pertencerá às empresas que implementarem uma boa estratégia de age management, porque contar com o talento silver fará a diferença.

  • Mas não basta expertise e experiência para ser um genuíno Vintage Millennial. Os profissionais seniores precisam se apropriar dos novos recursos de comunicação e das novas formas de compartilhar suas ideias.

Vídeo de Sol Abadi desenvolvendo o conceito:

https://www.youtube.com/watch?v=g_e2UlDjh5k

Se queremos ser ouvidos, não podemos continuar nos comunicando com os formatos antigos; precisamos adquirir modos alternativos de comunicação e incorporar novas linguagens.

 

  • Os profissionais e especialistas continuarão escrevendo papers e livros, dando conferências e palestras. Mas, para fazer parte dessa geração sofisticada e diversa, precisamos difundir nosso trabalho em outros meios de expressão: tweets, textos breves, podcasts, vídeos, posts no LinkedIn, reuniões online, webinars, sem dúvida a Inteligência Artificial e outras ferramentas ainda em gestação. O desafio é descobri-las, explorá-las e encontrar formas de capitalizá-las.

  • Para os Vintage Millennials, essas ferramentas não são exigências, mas oportunidades de maior alcance, expansão e viralização de suas ideias.

  • Nessas plataformas de comunicação, a imagem junto à palavra, a voz e seus matizes, o humor como uma forma de inteligência, facilitam o encontro entre ideias e pessoas. A música também, como pano de fundo que convida a emoção a se encontrar com o intelecto, faz parte da riqueza expressiva com a qual é possível chegar melhor a mais gente.

 

O excesso de conteúdo e a velocidade dos acontecimentos podem ser inquietantes e irritantes, mas também trazem riqueza, diversidade, multiplicidade e a possibilidade de contar com um capital inesgotável de conhecimentos. E a alternativa fascinante de nos encontrarmos nas redes com outras mentes expertas e curiosas.

 

Hoje, os Vintage Millennials se dão ao luxo de fazer um aceno cúmplice a Millennials e Centennials, com quem compartilham espaços de trabalho e inovação. Mas também se divertem inspirando outros seniores a não perderem a oportunidade de participar da aventura de ser parte ativa do presente e desenhar o futuro.

 

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